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BEP revela colaborações do novo álbum e faz “auto crítica” ao ‘Translation’

Álbum era muito latino para uns e pouco para outros.

Sofia Sampaio

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BEP revela colaborações do novo álbum e faz "auto crítica" ao 'Translation'

O Black Eyed Peas está comemorando 25 anos de estrada, com will.i.am, apl.de.ap e Taboo fazendo história juntos e ao lado de outros convidados no meio do caminho.

No começo, o trio se apresentava com vocalistas convidados rotativos, uma delas foi Fergie que acabou ficando permanente ao grupo em 2002. Daí, eles foram responsáveis por inúmeros hits como Where’s the Love, I Gotta a Feeling e Boom Boom Pow, pioneiros em colocar músicas eletrônicas com elementos pops nas paradas musicais e rádios mainstreams.

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No ano passado, sem Fergie e com a incrível J. Rey Soul, o grupo lançou Translation, um álbum cantado em inglês e espanhol, com grandes elementos latinos e convidados gigantes como J Balvin, Anitta, Maluma, Ozuna e Shakira, por exemplo. Com esse material, o trio emplacou várias entradas em ótimas posições de charts latinos, além de tocar entre as Top 40 em rádios que não tocam música em espanhol.

“Nós abordamos o álbum com uma mentalidade de DJ”, explicou will.i.am. “Você pode colocar o álbum inteiro para tocar numa festa, cada música é ‘bam, bam, bam’.” Entre as faixas RITMO com J Balvin, Mamacita com Ozuna e eXplosion com Anitta, uma das que mais se destacou foi Girl Like Me com Shakira depois de alguns meses do lançamento do álbum.

Shakira sempre será a minha querida ‘nenhuma boa ideia envelhece’. Essa canção é de 2008! Translation foi além do que a gente pensou que seria possível […]. Fomos capazes de fazer isso como um trio quando todo mundo duvidou que seria possível – e isso é incrível”, contou o artista à Billboard.

Agora, preparando o novo álbum, o Black Eyed Peas não deixa de fazer uma auto crítica válida sobre a sonoridade do último material. “Nós aprendemos muito com ele. É muito latino para os gringos e não é latino o suficiente para os latinos”, explicou will.i.am.

“[O novo álbum] terá um pouco menos de latinidade, mas esperamos que a música que temos com o Wisin tenha. Também estamos trabalhando com Anuel, Lele Pons e Saweetie. É uma “prova dos 11 segundos”, ou seja, os refrões têm 11 segundos. É o contrário de samplear, quando normalmente é usado um sample de três segundos em looping. Aqui, cada 11 segundos precisa ser interessante.”

Em 25 anos de carreira, um dos maiores aprendizados do grupo foi entender que nem sempre o sucesso é garantido. “É OK esquecer do próprio sucesso se você quer ter sucesso de novo. Você precisa ser humilde… Esqueça o Super Bowl, Grammys, Copa do Mundo. Seja um estudante e aprenda. Foi isso que fizemos… e deu medo. Nós lançamos The E.N.D em 2009 [melhor álbum da história do grupo] e não achávamos que seria algo gigante. Aí lançamos The Beginning em 2010 e as coisas pararam. Não queríamos ter parado”, contou.

Isso significa que o próximo disco do trio, ainda sem nome e muito menos data de lançamento definida, promete ser ainda maior que Translation, mesmo sem tanta latinidade como a gente poderia desejar. “Gostamos de fazer música que exista por cinco anos. Isso aqui ainda é bom? Você ainda tocaria isso aqui daqui cinco anos? Claro que sim!”.

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