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Danna Paola celebra o amor LGBTQ+ em ‘TQ y Ya’

Música de Danna Paola é homenagem ao “Mês do Orgulho LGBTQ+”.

Sofia Sampaio

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Danna Paola celebra o amor LGBTQ+ em 'TQ y Ya'

Como anunciado no começo dessa semana, Danna Paola estreiou TQ y Ya na noite dessa quinta-feira (25). A nova música é uma celebração e homenagem às pessoas LGBTQ+, que usam o mês de junho para dar visibilidade para assuntos acerca do tema. A data 28 de junho, inclusive, é usada mundialmente como o Dia do Orgulho LGBTQ+. Você pode saber melhor o porquê no fim da matéria.

Em entrevista à Latina Brasil em maio, ainda divulgando o single Contigo, Danna Paola falou sobre o “público gay”. Sempre reconheceu o apoio imensurável que recebe diariamente e repete, sempre que pode, que “amor é amor“.

Aliás, essa é a frase que representa a nova música. TQ y Ya, abreviação para “Te Quiero y Ya” (te amo e agora), aborda, entre outros assuntos, a “cura gay”. Nos primeiros minutos da faixa, Danna canta: “E esse amor não é loucura / E não há médico ou cura / que tem o antídoto, porque para isso não há cura”. (Y este amor es locura / Y no hay Doctor ni cura / que tenga el antídoto porque pa’ esto no hay cura).

Um pouco mais afrente, também versa: Dê-me a mão na calçada / e quem nos vê, não coloque etiquetas / que somos respeitados na rua / amor é amor e que ninguém se mete”. (Dame la mano por la banqueta / y al que nos ver, no ponga etiquetas / que en la Calle se nos respeta / amor es amor y que nadie se meta).

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A faixa segue a receita que a mexicana tem feito em seus últimos lançamentos: dançante e sensual. Neste caso, TQ y Ya, abreviação de ‘Te quiero y ya’, vem com fortes elementos do pop, trap e “até” do funk brasileiro.

Para o clipe, a artista chamou Charlie Nelson, o mesmo diretor de Sodio, lançado no ano passado e que também traz uma narrativa LGBTQ+. Produzido por José Luis Abrego e Coyote Madia House, a produção visual de TQ y Ya é bem colorido, como se imaginava, e mostra duas dançarinas em coreografias e, conforme o vídeo passa, se “banhando” em tintas coloridas – as cores da bandeira LGBTQ+. Além delas, claro, Danna Paola também dança e “se colore”.

Por que junho é o Mês do Orgulho LGBTQ+?

Nos anos 1960, batidas policias que usavam de brutalidade e abuso de autoridade eram comuns em bares frequentados por pessoas LGBTs, com objetivo de coagir as pessoas em bares e locais de festa.

No dia 28 de junho de 1969, em Nova York, o oficial da Divisão de Moral Pública, Seymour Pine, acompanhado de guardas disfarçados, invadiu o bar gay Stonewall Inn. Entretanto, nesta noite, as coisas foram diferentes do habitual. O transporte de presos demorou para ser feito e uma multidão de apoiadores e outras pessoas LGBTs começou a crescer na frente do bar. Com o passar das horas, o número de pessoas só vai aumentando, o que fez com que os policias ficassem cercados, sem se mexer, por cerca de 45 minutos por medo de represália.

Uma mulher que fora algemada foi escoltada para fora, mas ao conseguir se soltar, incitou o publico ali presente. Em poucos minutos, o protesto começou, dando início ao confronto violento entre polícia e pessoas LGBTs. Foi necessário acionar a Força de Polícia Tática da cidade para dispersar a multidão, que só foi embora totalmente por volta das quatro da manhã. 

Como acontece atualmente, no dia seguinte, muita gente já sabia do ocorrido e outras manifestações aconteceram naquele mesmo local, se espalhando por outros pontos da cidade. Esses eventos levaram às primeiras paradas LGBTs de Nova York. A primeira marca aconteceu, oficialmente, em 1970, um ano depois, oficializando a data também em outros países.

No Brasil, é importante destacar o Lampião da Esquina, primeiro jornal homossexual do país, que ficou em circulação entre 1979 e 1981. Em suas páginas, discutia-se temas relacionados à homossexualidade de forma bem humorada e política, além de denunciar abusos cometidos pela ditadura militar contra pessoas LGBTs. 

Portanto, junho passou a ser um mês inteiramente dedicado ao Orgulho LGBTQ+, com pautas e discussões sobre os temas. O dia 28 de junho, precisamente, é celebrado mundialmente como Dia do Orgulho LGBT.

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