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Dulce María fala sobre “semelhanças” em ser mãe e o fenômeno do RBD

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Sofia Sampaio

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Dulce María fala sobre "semelhanças" em ser mãe e o fenômeno do RBD

Capa da revista mexicana Beauty Junkies deste mês de maio, Dulce María falou sobre maternidade, o fenômeno do RBD e amor próprio. Entrevistada pela jornalista Hidelisa Beltrán, ela também falou sobre o “reencontro” do grupo realizado em dezembro do ano passado.

Respondendo sobre a reunião do RBD e se participaria dela, Dulce voltou a dizer que toparia em outras condições. “Não foi uma reunião, foi um concerto, uma reunião para aquele concerto, por isso foi super triste, era apenas aquele dia para aquele momento. Agora, não há nenhum plano de turnês e viagens, não volto porque ninguém volta. Se voltasse agora, talvez quando estiver mais calmo por causa da pandemia e do bebê, sim. Se eles se juntarem de novo e me convidarem, claro que estarei lá.”

Maternidade e RBD: uma loucura igual

Não é preciso ser mãe para saber que não é tarefa fácil – ainda que seja uma pessoa criada por outra figura. Dulce María teve uma gestação numa época bem complicada, em que não podia receber ajuda de familiares já que o isolamento social era, além de obrigatório, mais seguro. Agora, com a recém-nascida Maria Paula em casa, a mexicana consegue relacionar a loucura vivida na época do RBD com a loucura de ser mãe.

Crédito: Beauty Junkies

“Já tinha 15 anos trabalhando, para mim era normal seguir trabalhando com a música, com a atuação e tudo”, disse sobre o início de Rebelde. “Foi só quando precisaram nos escoltar no Zócalo [praça na Cidade do México] que percebemos que as coisas estavam bem fortes. Começamos a viajar e então não tive mais tempo de ver as coisas de fora, tudo aconteceu muito rápido. Shows esgotados, um disco mal saía e já era disco de platina. Foram muitas emoções, avassaladoras”, relembra.

Tive uma experiência muito intensa em todos os sentidos. Já tinha cantado em palcos várias vezes, mas não com tanta intensidade e magnitude como com Rebelde (…). Durante a semana gravávamos [a novela] e aos finais eram shows e morar num avião. Não tinha tempo para viver os vinte anos, essa é a idade do amor e do desamor, namorados, separações e muito mais. Foi muito difícil lidar com o fenômeno de forma profissional e pessoal.

Dulce María Beautyjunkies
Crédito: Beauty Junkies

“Mesmo que não pareça ou não acredite, às vezes vivia muita solidão. Eram muitas turnês, estava sempre cansada, longe da família, de casa. Impressionante, aterrador e, ao mesmo tempo, mágico. Tive muito impacto quando fomos ao Brasil, conhecemos outros países e culturas. Ouvir as pessoas falando com você, te amando e amando tuas canções em uma outra língua foi muito poderoso. É algo que sou muito grata, me fez crescer a nível pessoal e profissional.”

Ao ser questionada em que a maternidade poderia ser aproximar do fenômeno do RBD, Dulce respondeu diretamente: “Em tudo! É como as experiências que contei. Algo muito avassalador, mas também incrível. Muda toda sua vida… Foi isso que aconteceu durante minha gravidez, mais por conta do momento que chegou.

Muitos dos meus fãs sabem que eu queria ter uma menina há muitos anos e que isso estava nos meus planos de vida antes da pandemia. Mas eu estava no meio das filmagens e a um mês e meio para terminá-las. De repente, veio o golpe pandêmico e deixamos de filmar. A dada altura, tivemos que voltar ao trabalho, eu estava aterrorizada com o vírus, mas quando descobri que estava grávida foi uma emoção incrível, como uma mensagem de esperança. Senti que tinha que estar bem porque ela era uma razão para suportar tudo que estava acontecendo.”

Sobre a solidão vivida na época do grupo, a mexicana também sentiu algo parecido nos meses de gravidez. “A solidão era forte porque não via minha família e meu marido precisava trabalhar, ele nunca teve um escritório em casa. Estava sozinha a maior parte do tempo e foi definitivamente quando me tornei mais forte, porque não existe outra escolha. Como se diz: nunca se sabe o quão forte é até que ser forte é a única opção que se tem. Estava muito assustada, é muito chocante porque é como dizer adeus à mulher que você conhece, para sempre. Quando descobre que vai ser mãe, tudo muda. Aí você percebe que não é só você, há alguém mais importante”, relembrou.

Como é criar uma menina nos dias atuais?

Sobre a criação de sua filha, Dulce Maria reconhece que não é possível moldar ninguém, mas deseja que Maria Paula seja livre e feliz. “Isso é o mais importante. Também quero que ela seja respeitosa, grata, forte, que saiba expressar suas ideias e defender seus valores. Quero ensinar à minha filha que ela deve lutar pelos seus sonhos, para conseguir tudo aquilo que quiser. E que ela pode ser o que ela quiser também, independente dos papeis profissionais masculinos ou femininos. Quero ensiná-la a não ficar calada, a levantar a voz, defender-se, vou dar as ferramentas, apoio e contenção para que ela possa ser feliz“.

Crédito: Beauty Junkies

Claro que Dulce Maria ainda tem uma lista comprida de desejos que ainda não realizou. “Com a pandemia, até mesmo sair para tomar um café já é um sonho. Preciso de um pouco de vinho, um jantar pequeno com minha família, meus amigos“, lamenta. “Tenho muitos sonhos, quero continuar escrevendo, compondo e fazendo coisas com músicas, mesmo que sejam muito pessoais, mas que possam contar histórias e tocar o coração das pessoas (…). Para mim, as coisas que te fazem rir e sonhar são importantes”, pontuou.

“Outro dos meus sonhos é conseguir esse equilíbrio entre meu trabalho, ser mulher, ficar com minha família, meu marido e minha menina. Dar o exemplo de ser uma mulher que trabalha e luta pelo que acredita e quer, mas sem deixar minha filha, sem deixar de cuidar dela e de dar todo o meu amor”.

Sobre beleza, Dulce lembra que cada um de nós temos qualidades diferentes e que é preciso valorizar e abraçar aquilo que nos tornam especiais. “A beleza não é só exterior, temos de dar ênfase a isso principalmente agora. O mais importante é saber se valorizar e estar bem por dentro, porque quando isso acontece, se reflete numa beleza que não se pode comprar, pode-se ver. É preciso cuidar de ambos, dentro e fora.”

Respeitemos o nosso corpo, a nossa essência, o que nós somos. Nos tempos em que tive melhor aspecto físico, estava a viver os piores momentos da minha vida. Eu era magricela porque estava doente, isto não é felicidade”, revelou.

“Quero ser lembrada como alguém que acredita no amor, porque o amor muda o mundo e dá sentido a tudo, te dá forças quando não aguenta mais, é esse motor. Não deixem de acreditar em Deus, nos seus sonhos e lutar por eles. Eu tenho lutado por aquilo que quero”.

Para ler a entrevista na íntegra, acesse aqui.

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