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Jennifer Lopez e Maluma falam sobre portas abertas aos latinos em Hollywood

Veja trechos da entrevista à Billboard.

Sofia Sampaio

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Jennifer Lopez e Maluma falam sobre portas abertas aos latinos em Hollywood

Jennifer Lopez e Maluma estampam a nova capa da Billbard, na edição de outubro. Os dois tem feito divulgações e promoções em conjunto tanto pelas recém lançadas parcerias Pa Ti e Lonely, quanto pelo filme Marry Me, que estreia no próximo ano.

Faz exatamente um ano que Maluma se apresentou no Madison Square Garden, em Nova Iorque, e recebeu Jennifer Lopez para cantar No Me Ames, surpreendendo todo o público, como a própria Billboard destaca. A aparição, no entanto, foi gravada para uma das cenas do filme Marry Me.

A comédia romântica acompanha JLo como uma grande estrela pop que, depois de descobrir que seu namorado e também músico Bastian, interpretado por Maluma, a traía, ela decide ficar com um fã na plateia segurando o cartaz Marry Me (Casa Comigo), por impulso, interpretado por Owen Wilson.

Latinos no cinema

Não é apenas um “marco” na carreira de Maluma, que faz sua estreia nos cinemas, mas é também uma visibilidade que há muito não se via na comunidade latina. Em 2019, os principais filmes contabilizaram, dos 3.891 personagens com falas, apenas 4,9% de latinos/hispânicos. Brancos contabilizaram 65,7%, negros 15,7% e asiáticos 7,2%, em um país em que 18% da população é latina*.

A produção não é um musical, mas a música se faz bem presente ao longo da história. Com uma trilha bilíngue, Maluma e JLo seguem no trilho da visibilidade latina cada vez maior. Se no cinema os latinos não tiveram vez, no YouTube eles dominaram em 2019: os cinco vídeos mais vistos na plataforma eram de artistas latinos. Além disso, a própria Billboard destaca que, até este momento, 26 faixas latinas entraram na Hot 100, um número maior que o ano passado.

A Billboard também ressalta que JLo sabe muito bem como o cinema e a música fazem uma boa combinação, afinal ela é a única mulher a ter um álbum em primeiro lugar na Billboard 200 e um filme número um de bilheteria nos EUA na mesma semana (J.Lo e The Wedding Planner, ambos de 2001). Assim, tanto ela, quanto Maluma e toda equipe envolvida, pretendem fazer da trilha sonora de Marry Me um grande acoplado de sucessos.

“Ano passado, a canção de dois anos da Lizzo, Truth Hurts, estourou depois de aparecer no filme Someone Great da Netflix. No mesmo ano, uma performance no Oscar ajudou Lady Gaga a conquistar o primeiro #1 na Hot 100 depois de um ano com o hino Shallow de Nasce uma Estrela“, diz a publicação. A diretora Kat Coiro pretende fazer isso: “Uma das minhas prioridades era mostrar as performances inteiras e nós temos nove músicas que tocam inteiras”, conta. “Usualmente, filmes tem apenas fragmentos de performances, mas seria um desperdício ter Jennifer Lopez e Maluma e não mostrar seus talentos”.

Latinos e o mercado gringo

“Você não pode ter um filme sobre duas estrelas pop que estão atuando sem uma trilha sonora”, explica Lopez. “Mas o álbum foi realmente difícil porque eu não estava fazendo um álbum de J.Lo. Eu estava escrevendo canções para a história. Então, enquanto eu estava em turnê, recebi inscrições de todos os produtores e escritores, e ouvimos cem músicas para conseguir sete ou oito”.

“Eu faço filmes há 25 anos. Houve três ou quatro filmes em toda a minha carreira em que tive co-estrelas latinas. Então, com minha produtora, uma das coisas que queríamos fazer com esse filme era ter uma estrela internacional que pudesse estar lá comigo para fazer um álbum bilíngue”, explica a cantora. “Isso foi muito importante para nós. Esse sempre foi o objetivo da minha carreira, mostrar a diversidade nos diferentes personagens que posso interpretar”.

“Tivemos alguns artistas realmente dinâmicos na primeira “explosão latina”: Marc [Anthony], Ricky, Shakira, Enrique [Iglesias], eu mesmo. Essa foi a primeira vez que as pessoas disseram: “Oh, existem artistas latinos na América do Norte”. Mas tínhamos que fazer música em inglês. Esta é a primeira vez que a música em língua espanhola foi adotada. Mas acho que tudo depende dos artistas. Não estou dizendo que não houve artistas dinâmicos ao longo dos anos, mas há algo nas ruas que torna tudo legal: aquele movimento reggaeton, aquele movimento de armadilha. “Despacito” – as pessoas diziam: “Isso é legal, isso é sexy, isso é quente”.

Maluma ainda falou sobre o mercado latino em outros países. “Tem sido difícil entrar no mercado americano. Mas pessoas como Jennifer – que vem trabalhando há muito tempo para fazer as pessoas entenderem quem somos como comunidade – abriram muitas portas para muitos artistas. Sinto-me muito grato por Jennifer. Quem iria pensar que meu primeiro filme seria um filme de Hollywood com Owen Wilson e Jennifer Lopez?”, diz.

“Eu tenho uma tatuagem que diz “Medellín”. Só quero ser conhecido no mundo todo como colombiano. Todo mundo está sempre dizendo: “Quando você vai começar a cantar em inglês?”. Por que vou fazer isso se estou fazendo shows na Romênia, Israel, Marrocos, Estados Unidos, e eles estão cantando em espanhol? Quero levar minha essência ao mundo. E minha essência é cantar em espanhol“.

Confira a entrevista completa aqui!

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