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Residente trabalhou com cientistas para estudar cérebro de Bad Bunny

Estudo foi feito para a parceria “Bellacoso”.

Sofia Sampaio

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Residente trabalhou com cientistas para estudar cérebro de Bad Bunny

Residente está trabalhando em seu próximo álbum e ele tem tido parceiros inusitados para criar novas músicas: cientistas. Pois é, o porto-riquenho dono de quatro Grammys convocou cientistas da Universidade de Nova York e Yale para “ler” padrões cerebrais de alguns ratos, macacos, mosquinhas de frutas, vermes e… do cantor Bad Bunny.

O próximo álbum do Residente está previsto para novembro, mas ainda não tem título revelado. O primeiro single, entretanto, é o sucesso Bellacoso, com Bad Bunny, lançada pouco tempo depois dos protestos em Porto Rico contra o então governador.

“[O álbum] É sobre tudo que eu tenho dentro da minha cabeça… e por conta disso eu fiquei pensando ‘bom, preciso estudar meu próprio cérebro e depois estudar outros cérebros de pessoas e depois cérebros de animais”, disse Residente. Um dos professores de neurociência da Universidade de Yale revelou que o porto-riquenho passou dias pesquisando. “Estávamos brincando que deveríamos dar um diploma à ele”, disse. “Sem machucar os animais, podemos realmente ver como eles pensam enquanto se movem, enquanto exploram o ambiente… Podemos ver células individuais conversando entre si. Acontece que quando essas células e esses neurônios se comunicam, eles estão usando ritmos – chamados de ritmos de atividade. Mas, no final do dia, podem ser transformados em música”, finalizou.

Já sobre o cérebro de Bad Bunny, Residente trabalhou com Suzanne Dikker, cientista sênior do Departamento de Psicologia da NYU. O estudo foi feito justamente para a produção de Bellacoso. A parceria foi uma surpresa para os fãs de Residente, que estão acostumados com o seu rap político e social e que viram o próprio cantor criticando a geração mais jovem de cantores do trap latino e a popularidade do reggaeton. E bem, Bad Bunny claramente se encaixaria nessas críticas.

“Eu queria provar às pessoas que, embora sejamos diferentes de certas maneiras, podemos nos conectar com as frequências cerebrais”, disse o cantor. “Para meus fãs, eu sei que não entendem porque eu estou colaborando com Benito [Bad Bunny], mesmo que ele seja enorme. Por causa das causas que eu defendo e da forma que escrevo minhas letras, eu quis mostrar à eles que mesmo diferentes, nos conectamos. Como ser humano, eu gosto dele”, revelou. “Foi como trabalhar com um irmão mais novo”.

Residente revelou também que o estudo cerebral de ambos rolou quando eles estavam “assistindo uma mulher dançar, estávamos bebendo e eles capturavam as frequências”. Faz sentido, já que Bellacoso, segundo o próprio artista, é uma canção divertida do que estar com (muito) tesão. Entretanto, a música também não deixa de falar sobre diversidade e respeito – afinal, é preciso respeitar os limites das outras pessoas. O vídeo é colorido e cheio de diversidade, falando não só sobre o tesão em si, mas sobre pessoas que não se identificam com gêneros normativos e sobre o respeito às mulheres nestes momentos. “Outra coisa que é legal [no clipe] é que você está vendo bundas e mulheres e está gostando, mas é um cara”, continuou. “Há um transgênero e uma bela bunda. Todo mundo tem bunda bonita. Eu tinha vergonha da minha”.

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