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Streaming “ajuda” música na Espanha durante a pandemia

Entenda.

Sofia Sampaio

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Streaming 'salva' música na Espanha durante a pandemia

A Espanha foi um dos países mais afetados pelo Coronavírus. Embora a situação esteja mais controlada, o mercado musical no país “corre” para tentar recuperar a perda estimada de, pelo menos, 100 milhões de euros (R$ 628 milhões). Os dados são da Promusicae, organização que representa a indústria musical da Espanha.

Em 2019, as vendas de músicas gravadas no país tiveram o melhor resultado em anos, com um aumento de 22% em relação a 2018. Foi um momento importante, já que desde 2014, a indústria espanhola sofria com o maior declínio no consumo de suas músicas. Pensando em melhorar a porcentagem e, portanto, a receita das canções, os planos para 2020 se concretizaram.

“A crise afetou negativamente nossa atividade e a interromperá abruptamente”, disse Antonio Guisasola, presidente da Promusicae, em abril. O número positivo do ano passado gerou “um enorme otimismo no nosso setor, mas que infelizmente não durou muito. Todas as fontes de renda para os produtores de gravação serão seriamente prejudicadas como consequência da situação atual”.

Aumento pequeno de streams não impactará na crise

O relatório do primeiro semestre de 2020 teve um resultado relativamente positivo. Com a quarentena, a indústria musical espanhola conseguiu crescer graças aos serviços de streaming. Ainda que seja uma porcentagem pequena (quase 4%), a receita positiva dos primeiros seis meses de 2020 renderam 145 milhões de euros – no mesmo período, em 2019, a receita foi de 139 milhões. 

O número é o reflexo no uso das plataformas digitais que atingiram um aumento de cerca de 20% em relação ao mesmo período no ano passado, compensando a queda de 45% de vendas físicas por conta das lojas fechadas durante a pandemia.

Ainda assim, Antonio Guisasola não segue otimista em relação ao resto de 2020. Para ele, o ligeiro crescimento “não afeta a enorme crise que enfrentaremos na segunda metade do ano”, disse. “Especialmente quando se trata do setor de shows ao vivo, que terá efeitos devastadores para artistas e criadores musicais”, pontua.

Apesar dos eventos ao vivo já serem permitidos no país, a restrição de público e custos com medidas de segurança são alguns dos fatores que afetam a indústria.

Artistas latinos dominam as paradas na Espanha

Na última semana, a Promiscue registrou o consumo das 100 músicas com mais streams na Espanha, com dados da Amazon Music, Google Play Music, iTunes, Google Play, 7Digital, Apple Music, Deezer, Spotify, Napster e Tidal.

Hawái, de Maluma, é quem domina a lista, seguido por diversos outros artistas latinos. No top 10, os únicos artistas espanhóis são Lola Índigo e RVFV com a parceria Trendy.

1 . Hawái – Maluma
2. Ayer Me Llamo Mi Ex – Khea e Lenny Santos
3. Mamichula – Nicki Nicole, Bizarrap
4. Tattoo Remix – Rauw Alejandro e Camilo
5. Ay Dios Mio – Karol G
6. La Curiosidad – Jay Wheeler, Myke Towers, DJ Nelson
7. A Güiro – Rafa Pabon
8. Caramelo – Ozuna
9. RVFV – Lola Índigo & Trendy
10. Carita de Inocente – Prince Royce e Myke Towers

Nas rádios espanholas, a música dos EUA segue predominando. Porém, artistas do próprio país aparecem entre as 10 mais tocadas da última semana. Sueño, parceria de Beret com Pablo Alborán, segue surpreendentemente em terceiro lugar. Más de Lo Que Aposté, de Aitana com Morat, segue em sexto, seguido de Tattoo Remix (Rauw Alejandro [Porto Rico] e Camilo [Colômbia]) e Si Tu La Quieres, de David Bisbal com Aitana. 

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